Capacete de Críquete e seu efeito no placar

Denis Amiss teve uma ideia Na Série Mundial de Críquete dos anos 1970 ele usou um visual diferente de seus colegas. Além das caneleiras e das luvas, ele tinha outro acessório. Era um capacete, muito parecido com os que eram usados por pessoas em veículos motorizados. O capacete customizado de Amiss tinha uma estrutura de grade anexada a ele. Essa foi a primeira planta do capacete de críquete moderno. Esse capacete tinha uma grande desvantagem, pois as orelhas ficavam cobertas ao ponto em que o rebatedor não conseguia ouvir seu parceiro do outro lado. Isso levou a muitas modificações do capacete em termos de desenvolvimento do material. 

Os capacetes de críquete antes daquele usado por Amiss não eram tão robustos. Inicialmente, os rebatedores usavam um boné comum. Nos anos 1930, Patsy Hendren, outro rebatedor inglês, usou o primeiro capacete customizado que foi feito por sua esposa. Era um capacete que tinha múltiplas camadas de enchimento de borracha. No entanto, o design se perdeu no tempo. Os capacetes Skull cap que protegem as orelhas foram popularizados nos anos 1980. Durante esse período, os arremessadores regulados não realizavam muitos arremessos do tipo bouncer e a velocidade da bola não era muito fatal de enfrentar. 

Primeiro Capacete de Críquete

Aconteceram alguns incidentes antes e depois dos anos setenta que mantiveram os arremessadores em alerta quando eles enfrentavam arremessos rápidos. George Summers Abdul Aziz, Ian Folley, Raman Lamba foram alguns jogadores que morreram devido a um golpe de uma bola de críquete em suas cabeças. Isso levou os fabricantes a aprimorar constantemente o capacete de forma que ele não fosse corpulento e pudesse suportar o ritmo dos arremessadores. Gradualmente, com o tempo os arremessadores também começaram a arremessar a velocidades que alcançavam de 140 a 150 km/h. Isso levou ao design moderno do capacete de críquete. 

O capacete de críquete atual é usado pelos guardiões do críquete e também quando um arremessador de giro ou lento entra para jogar. Na verdade, o desenvolvimento do capacete popularizou ainda mais todas as posições de “silly” onde os fielders ficam perto demais do pitch (silly point, silly mid-on, etc). Os capacetes de críquete contêm um fluido espumoso que age como um absorvente de impacto. Ele fica entre a carcaça externa do capacete, feita de plástico durável e a camada interna que tem uma superfície acolchoada. A grade anexada ao corpo do capacete é feita de aço, fibra de carbono ou titânio.

Em 2014, o jogador de críquete australiano Phillip Hughes recebeu uma bouncer que atingiu uma área crítica do crânio atrás da orelha na região da interface entre o pescoço e a cabeça. Isso causou uma hemorragia severa resultando em seu lamentável falecimento. Isso criou um tumulto massivo no design do capacete. Sendo assim, os capacetes agora são estendidos até atrás das orelhas e cobertos com uma tecnologia de reforço que, junto com a ajuda de alguns buracos de ventilação, podem resistir ao ritmo da bola. 

Os capacetes desempenham um papel importante nos cartões de pontuação de rebatidas e de arremessos. Estes são os cenários que podem entrar em jogo levando em conta o capacete:

Digamos que uma bola atinja o capacete de um fielder que está usando ele. A bola depois voa para outro fielder sem quicar. O fielder apanha a bola. O rebatedor está fora? A resposta é sim. De acordo com as regras, o rebatedor está fora se a bola desviada no capacete de um fielder que o está usando for apanhada. 

E se a bola fica alojada entre o capacete de um fielder? Numa situação assim, a bola é considerada uma bola morta, o que significa que o arremessador teria que arremessar de novo. 

Capacetes de Críquete

Muitas vezes o guardião do wicket deixa seu capacete atrás dele se ele não o está usando. Vamos presumir que um disparo rebatido pelo rebatedor resulta na bola seguindo na direção desse capacete. Os rebatedores rapidamente trocam seus lados e fazem um único ponto. A bola agora acerta o capacete. Nesse cenário, o lado rebatedor será premiado com 6 corridas. 5 corridas como penalidade pela bola ter tocado o capacete e uma corrida pelos rebatedores terem trocado as pontas. Independentemente de os rebatedores terem trocado suas pontas ou não, as 5 penalidades são obrigatórias se a bola acerta o capacete. 

E se a bola acerta o capacete do rebatedor e segue até cruzar a linha? Podem ser quatro ou seis, as corridas concedidas quando a bola acerta as partes do corpo do rebatedor que não sejam o bastão e as luvas são adicionadas como leg byes. Sendo assim o árbitro daria 4 leg byes ou 6 leg byes dependendo de como a bola cruzou a linha depois de atingir o capacete. 

E se o capacete do rebatedor cair e acertar as estacas que ele está protegendo? Por mais incomum que possa parecer, isso já ocorreu muitas vezes no críquete. Como um reflexo da ação contra o lançamento do arremessador, o rebatedor frequentemente vê seu capacete escapando da cabeça e acertando as estacas. O rebatedor é declarado fora por atingir o wicket neste caso. É por isso que temos as tiras de queixo, para prender o capacete firme na cabeça do rebatedor. 

Os capacetes agora são uma necessidade no mundo do críquete. É importante para o rebatedor e para os fielders perto do pitch usarem o capacete a fim se protegerem das duras esferas de cortiça e couro. 

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