Lesões no pulso são comuns no tênis?

Ex-campeão do Aberto dos Estados Unidos, Juan Martin Del Potro retornou ao tênis profissional após uma longa pausa, pois ele sofreu com lesões em ambos os pulsos. Ele passou por quatro cirurgias nos pulsos. Assim como del Potro, outros tenistas frequentemente viram notícia por sofrerem lesões no pulso e abandonarem uma partida na metade. Então o que torna os pulsos dos tenistas tão vulneráveis a lesões? 

Para começar, vamos entender em que parte do pulso exatamente os tenistas reclamam de dor. A dor geralmente é acompanhada por inchaço e vermelhidão, geralmente na região do nervo ulnar, isto é, o lado da mão onde fica o dedo mindinho. Abaixo dele, o osso e os músculos são conectados por tendões. Esses tendões inflamam, levando à dor. A condição é conhecida como tendinite, sendo que o tipo mais comum a afetar os tenistas é chamado de Tendinite De Quervain. 


Três fatores ganham destaque ao considerar a causa por trás das lesões no pulso dos tenistas. 


1) Técnica de rebatida

Lesões no pulso são mais comuns em jogadores que usam o backhand de duas mãos. A lesão geralmente ocorre na mão não-dominante. Quando a bola faz contato com a raquete, a ideia principal do tenista é incorporar um pouco de topspin ao golpe. Mas ao fazer isso, o tenista usa uma técnica falsa que leva a uma transferência da distribuição de forças iguais nos membros inferiores e no tronco além das mãos. Isso leva a uma sobrecarga sobre a mão não-dominante, causando microrrupturas nos tendões. A chegada da dor pode ser retardada ou instantânea e pode durar por vários dias, semanas ou até meses. 

2) Pegada da raquete

Muito frequentemente, os tenistas usam pegadas extremas, causando um aumento da pressão sobre o pulso ao efetuar um ataque. Outros realizam o ataque utilizando o pulso como a fonte primária de força do ataque. O que os tenistas precisam lembrar é que ao realizar um ataque, uma série de distribuições de carga ocorre no corpo. Das mãos até as extremidades inferiores e passando pelo tronco, a carga é transferida, assim mantendo o equilíbrio do corpo.

3) Seleção da raquete

O peso da raquete e o tamanho do cabo definitivamente são fatores a serem considerados quando falamos em lesões no pulso. Outro fator importante a ser considerado é o tipo de encordoamento da raquete. Os tenistas profissionais usavam tripas devido à sua elasticidade e estabilidade de tensão. Posteriormente, tripas sintéticas foram fabricadas, trazendo maior durabilidade. Com base nas habilidades do jogador e no estilo de jogo, os jogadores selecionam cordas de náilon, poliéster e de multifilamentos, todas são tipos de cordas sintéticas. Quanto menor a tensão, por mais tempo a bola fica em contato com as cordas. Por conta disso, há um aumento nas forças rotacionais sobre a raquete, que são transferidas para o pulso, causando o estiramento.

A precaução inicial que deve ser tomada é resfriar o pulso com gelo e estabilizá-lo com uma munhequeira. Passar ou não por uma cirurgia dependerá da severidade da condição. Se uma cirurgia for realizada, pode levar de 10 a 12 semanas para a recuperação completa do atleta. 

Durante a fase de recuperação, o foco principal do jogador deve ser recuperar a força do pulso. Isso é feito realizando fisioterapia básica. A força da pegada pode ser melhorada comprimindo uma bola mais velha e macia e repetindo a ação em múltiplas series. Ao voltar para as quadras, o jogador deve começar praticando forehands e backhands básicos e passar gradualmente para a execução de voleios e ataques cruzados. Flexões devem ser evitadas e o jogador deve tomar um cuidado especial ao selecionar a pegada e o ataque a ser realizado.

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