O que significa um Nelson no críquete?

Horatio Nelson foi um oficial da Marinha Britânica. Ele tinha qualidades excepcionais de liderança que ele exibiu durante as Guerras Napoleônicas. Numa dessas batalhas, Nelson sofreu múltiplos ferimentos que o levaram a perder um braço, um olho e uma outra parte (desconhecida) de seu corpo. Nelson deu seu último suspiro em 1805. 

Nelson chega ao críquete

Em 1874, a equipe de críquete de primeira classe da Nova Zelândia foi batizada de Nelson. Na primeira e na última partida do time em 1891, suas entradas terminaram com o placar de 111, que simbolizavam vagamente o olho, o braço e a outra parte perdida de Horatio Nelson.

O número 111 também lembra as estacas sem os prendedores, que também indica um rebatedor sendo eliminado. Sendo assim, no críquete acredita-se que os múltiplos de 111 (222, 333, 444…) são de má sorte para o rebatedor. Para contrapor essa má sorte, dizem que é preciso tirar um dos pés do chão. Isso foi popularizado pelo falecido árbitro David Shepherd. O árbitro brincalhão saltitava e levantava uma perna do chão quando o placar chegava a 111/1, 222/2, etc. Shepherd explicava o Nelson como “um olho, um braço e um torrão de açúcar em seu chá”.

Em 11 de novembro de 2011, às 11:11, uma partida de teste entre África do Sul e Austrália presenciou um placar de entradas de 111/1. A África do Sul precisava de 111 corridas para vencer. O árbitro Ian Gould levantou sua perna durante esse minuto. Recentemente, em 8 de maior de 2019 numa partida do T20 Feminino, o Trailbazers quase perdeu com um placar que foi de 111-2 a 111-7 contra o Velocity.

O Nelson é uma superstição. ‘Nelson ataca’ é o que os comentaristas dizem quando um time perde wickets num placar de Nelson. Sendo assim, o Nelson é um fenômeno de coincidência com uma conexão histórica e uma numerologia teatral.

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