O Newcastle United faz seu aguardado retorno à Champions League, embora as memórias da última participação em 2023/24 não sejam das melhores. Naquele ano, caiu em um grupo duríssimo ao lado de Paris Saint-Germain, Borussia Dortmund e Milan, onde os Magpies tiveram dificuldades para competir.
De volta ao cenário europeu após terminar em 5º lugar na Premier League na última temporada, o time começou de forma lenta no campeonato local. Não venceu nas três primeiras rodadas, incluindo uma derrota dramática em casa por 2 a 3 para o Liverpool, quando o jovem Ngumoha marcou nos acréscimos para decidir a partida, mesmo com o Newcastle tendo jogado com dez em campo. Antes da pausa internacional, o empate sem gols contra o recém-promovido Leeds aumentou ainda mais a pressão. Os torcedores ficaram na expectativa de uma vitória contra o Wolves no fim de semana passado — resultado que poderia mudar o clima antes desse difícil compromisso europeu.
A janela de transferências trouxe dores e desafios. Alexander Isak, autor de 23 gols na Premier League na última temporada e peça-chave no ataque, forçou uma saída para o Liverpool nos últimos dias do mercado. Para substituí-lo, o clube apostou no jovem alemão Woltemade, mas com cautela nas expectativas. Lesões também atrapalham: Joelinton está fora, enquanto os recém-chegados Malick Thiaw (ex-Milan) e Amad Diallo Elanga (ex-Nottingham Forest) ainda buscam adaptação. A responsabilidade criativa continua com Anthony Gordon, enquanto Sandro Tonali e Bruno Guimarães assumem o controle do meio-campo.
Barcelona em busca de redenção
Para o Barcelona, esta temporada é mais uma chance de voltar ao topo da Europa. Já se passaram 11 anos desde a última conquista da Champions, e o clube acumulou decepções e eliminações dolorosas nesse período. A última semifinal havia sido em 2019, quando sofreu a virada histórica em Anfield diante do Liverpool. Na temporada passada, até voltou às semifinais, mas acabou eliminado pelo Inter de Milão em um confronto marcado por intensidade e drama.
No cenário doméstico, porém, os catalães seguem dominantes. Na última temporada, conquistaram a tríplice coroa nacional — La Liga, Supercopa da Espanha e Copa do Rei — reafirmando sua supremacia no país. Sob o comando de Hansi Flick, começaram bem La Liga, com vitórias sobre Mallorca (3-0) e Levante (3-2), embora tenham tropeçado em um 1-1 contra o Rayo Vallecano antes da pausa. O duelo contra o Valencia, no Camp Nou ainda em reforma, seria um teste importante antes da estreia europeia.
Ainda assim, o elenco não está livre de problemas. Lesões de Frenkie de Jong, Alejandro Baldé e Gavi limitam as opções no meio, e a defesa perdeu estabilidade após a saída de Iñigo Martínez para o Al-Nassr. Mas o ataque continua fortíssimo. Raphinha, artilheiro da última Champions League, está à disposição, ao lado dos jovens brilhantes Pedri e Lamine Yamal, que já é considerado uma das maiores promessas do futebol mundial.
No gol, uma surpresa: o capitão Marc-André ter Stegen ficou de fora da lista da UEFA, e o recém-chegado Joan García assumiu a titularidade, decisão que gerou debate entre torcedores e especialistas.
Palpite: Barcelona deve se impor
O confronto coloca frente a frente dois clubes em momentos distintos. O Newcastle encara transição e incertezas após perder seu principal atacante, enquanto o Barcelona chega com ambição elevada, embora com fragilidades defensivas.
O apoio em St. James’ Park será intenso, mas a experiência e a qualidade ofensiva do Barça tendem a prevalecer. O histórico recente do Newcastle em casa — com seis empates nos últimos onze jogos — pode sugerir equilíbrio, mas a profundidade do elenco catalão, somada à precisão de Raphinha e à criatividade de Yamal, deve fazer a diferença.
Palpite: Newcastle 1 – 3 Barcelona
Espera-se que os catalães consigam uma vitória madura fora de casa, enquanto o Newcastle segue buscando estabilidade em sua volta ao palco europeu.
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