Um wildcard (WC), ou curinga, no tênis profissional é um jogador que ganha acesso direto a um torneio internacional ao qual seria impossível para ele ou ela em outras circunstâncias. Um torneio de tênis profissional funciona no formato eliminatório, onde um certo número de jogadores é colocado numa chave dependendo do porte do evento, que é decido pelos pontos de ranking que ele tem a oferecer. Certas vagas na chave principal são reservadas para aqueles que não conseguiram uma vaga direta na chave principal. Essas vagas são preenchidas pelas qualificatórias, pelos wildcards e pelos lucky losers.
A seleção do WC
Das qualificatórias, vêm os jogadores que se mantiveram invictos nas duas ou três primeiras partidas que disputaram na chave qualificatória do evento, que foram disputadas antes do início das partidas da chave principal. Os wildcards são aqueles que ou tiveram permissão de jogar nas qualificatórias ou na chave principal, o que é decidido unicamente pelos organizadores do torneio. Esses jogadores são decididos pelos organizadores de acordo com os seguintes fatores:
- Performances notáveis recentes
- Histórico nesse torneio
- Um jogador que costumava estar bem classificado voltando de lesão
- Um jogador que faz parte da nação sede
Número de WC
Nos slams (Aberto da Austrália, Aberto da França, Wimbledon e Aberto dos EUA), 8 jogadores são oferecidos como wildcards. Exceto em Wimbledon, os outros três slams podem indicar um wildcard para os outros dois slams. Nos demais níveis do tênis profissional, os organizadores podem colocar de 3 a 5 concorrentes curingas. Se um jogador não aceitar ser o wildcard, o jogador que perdeu na última rodada da chave qualificatória tem a preferência.
Algumas das vitórias mais notáveis de participantes curingas na história recente são:
- 2001 – Wimbledon – Goran Ivanisevic (Campeão)
- 2009 – Aberto dos EUA – Kim Clijsters (Campeã)
- 2019 – Indian Wells – Bianca Andreescu (Campeã)
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