Após dois anos de ausência, o Chelsea está de volta à Champions League, conquistando vaga na principal competição europeia graças ao quarto lugar na última Premier League. Os Blues iniciaram a nova temporada com ambição renovada, coroada pela conquista do Mundial de Clubes no verão, reafirmando seu status entre a elite do futebol europeu.
A estreia na fase de grupos, porém, trouxe um choque de realidade. Apesar da boa postura, o Chelsea foi superado por 3-1 pelo Bayern de Munique, na Alemanha. No cenário doméstico, o time de Enzo Maresca começou bem a Premier League, com duas vitórias e dois empates nas quatro primeiras rodadas, mas depois sofreu uma derrota apertada por 2-1 diante do Manchester United. O duelo contra o Brighton, no último fim de semana, ofereceu a chance de recuperar confiança e embalo antes deste confronto europeu crucial.
O início turbulento do Benfica
O Benfica, que foi às quartas de final da Champions na temporada passada, teve um caminho mais complicado para voltar à fase de grupos este ano. Precisou disputar as eliminatórias, mas passou com autoridade: goleou o Nice por 4-0 no agregado e depois superou o Fenerbahçe por 1-0 em dois jogos.
Mesmo assim, a estreia foi decepcionante. Jogando em casa, os Encarnados sofreram uma surpreendente derrota por 3-2 para o Qarabag, resultado que custou o cargo do técnico Bruno Lage. Rapidamente, o clube recorreu a José Mourinho, o “Special One”, para reorganizar a equipe. Desde então, os resultados foram mistos: uma vitória por 3-0 fora sobre o AFS trouxe confiança, mas o empate em 1-1 com o Rio Ave, em casa, expôs a necessidade de mais consistência. Atualmente em terceiro na liga portuguesa, o Benfica tenta não perder contato com Porto e Sporting.
Notícias das equipes e jogadores-chave
A lista de lesionados do Chelsea complica os planos de Maresca neste início de temporada. O reforço Liam Delap e o zagueiro Levi Colwill estão fora, assim como Badiashile e o volante Romeo Lavia. O ponta ucraniano Mykhailo Mudryk segue suspenso por doping, enquanto o novo contratado Alleyne não foi inscrito para a Champions League. Para piorar, Cole Palmer — autor de gol contra o Bayern — ficará afastado por três semanas.
Ainda assim, há qualidade no ataque. O brasileiro João Pedro soma dois gols e três assistências na Premier League, enquanto os volantes Moisés Caicedo e Enzo Fernández começam a formar uma dupla produtiva, contribuindo tanto na criação quanto em gols.
No Benfica, também há baixas importantes. Os defensores Alexander Bah e Manu Silva, além do ponta Bruma, estão fora. Porém, reforços estão à disposição. O belga Dodi Lukebakio voltou após perder o jogo contra o Qarabag, enquanto o atacante Vangelis Pavlidis — já com três gols na liga — segue como arma confiável. O meia Georgiy Sudakov, contratado no verão, também brilhou com dois gols, dando mais dinamismo ao ataque de Mourinho. Na defesa, Nicolás Otamendi faz dupla com o jovem António Silva, unindo experiência e energia.
O que esperar
Chelsea e Benfica entram em campo pressionados por resultados. Os Blues querem apagar a derrota da estreia, enquanto os portugueses não podem se dar ao luxo de novo tropeço após o revés contra o Qarabag. Ambos têm poder ofensivo para balançar as redes, com João Pedro, Pavlidis e Sudakov em boa fase.
As estatísticas reforçam a tendência de gols. Os últimos seis jogos do Chelsea na Champions tiveram ao menos dois gols, enquanto oito dos últimos dez jogos fora do Benfica na Europa passaram de 2,5 gols. Com estilos ofensivos, o duelo promete ser aberto e movimentado.
Palpite
O fator casa e a profundidade do elenco do Chelsea podem ser decisivos, especialmente com Maresca buscando afirmar-se em sua primeira campanha europeia como técnico. O Benfica de Mourinho oferecerá perigo, mas os ingleses devem ter força suficiente para conquistar os pontos.
Palpite: Chelsea 3 – 1 Benfica
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