Quando um snickometer é usado no críquete?

O cientista inglês Allan Plaskett inventou o snickometer em meados dos anos 1990. O Channel 4 foi o primeiro a implementar a novidade em 1999. Ele se trata de uma tecnologia de detecção de contato baseada em áudio que ajuda numa melhor tomada de decisões para os casos de perna na frente do wicket e pedidos de caught out ou caught behind.

A tecnologia usa um osciloscópio e um microfone conectados a ele, que ficam posicionados perto das estacas. Quando há a decisão por um sistema de revisão, o snickometer aparece no telão numa janela que mostra uma forma de onda. Essa janela fica adjacente ao replay em câmera lenta frame-a-frame. Conforme a bola passa pelo rebatedor, a câmera lenta confirma a informação visual se a bola está perto do bastão ou não. Mas é o snickometer que ajuda na decisão final. Se a bola faz contato com o bastão ou com qualquer parte do corpo, haverá um pico nas ondas. Se não houver contato, as ondas apresentarão uma linha plana. O pico nas ondas é mais acentuado quando a bola faz contato com o bastão e menos acentuado quando o contato é com qualquer outra parte, como a luva ou as caneleiras.

 

O snickometer é parte do Sistema de revisão de decisão e sua versão mais recente se chama Real Time Snickometer (RTS). Uma tecnologia similar que detecta contatos é a Hotspot, que opera com um sistema de imagens em infravermelho e usa duas câmeras posicionadas em lados opostos. No entanto, ela requer um ângulo limpo, que pode ser obstruído pelo árbitro em campo ou pelos fielders. É aí que o snickometer se mostra mais vantajoso. 

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